Um Barco

segunda-feira, 30 julho 2007

Sabor de Cajá

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Um gosto de cajá
Invadiu minha boca
Iluminou minha memória
Acendeu meu coração
Chamuscou minha paz

Com o gosto de cajá
Me vi a pensar em coisas
Além do que esperava
Aquém do que gostaria
Medida inexata do instante

No gosto do cajá
A partir da casca fina e lisa
Passando pela polpa rala
Chegando ao caroço áspero
Viagem ao amarelo presente

Do gosto do cajá
Outros sabores perdidos
Outras texturas e cascas
Outras polpas e caroços
Outros sentidos dormentes

Pelo gosto do cajá
Caminho de mil lembranças
Percorro o tempo vivido
Me reencontro no paladar
Me perco do presente

O gosto de um cajá
Provado na beira de estrada
Sabor persistente
Distante
Dissabor.

Arquivado em: Poesia — Um Barco @ 11:18 am

3 Comentários »

  1. Cúmplice querido:
    Indiquei o “Um Barco” para o prêmio 5 Estrelas. Dê uma passadinha lá no Meu Porto para pegar o selo e conferir as regras.
    Meu beijo de carinho sempre…

    Comment por Míriam Monteiro — domingo, 12 agosto 2007 @ 7:24 pm

  2. Um doce sabor é o prazer do reeencontro e quando este vem até nós através da poesia. Se faz melhor ainda.
    Abraços meus.

    Comment por lunna — quinta-feira, 16 agosto 2007 @ 12:03 pm

  3. Olá!!! Esse cajá, sabor perdido e reencontrado, cheiro macio na boca sedenta, me lembra um lugarejo, hoje município da PB, onde as festas populares me deliciavam. Hoje, sei não, parece muito igual a outros lugarejos… Que as lembranças lhe tragam novos sabores de cajá. Abraços.

    Comment por Ceci — quinta-feira, 6 setembro 2007 @ 3:18 am

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