Um Barco

sábado, 29 maio 2004

Seria

Seria simples, cristalino, não fosse o que é
Seria alegre e, quem sabe, às vezes é, sem que se perceba
Seria profundo, não houvesse a dúvida
Seria contínuo na satisfação, se a vida assim o permitisse
Seria óbvio, não estivéssemos em busca do significado oculto
Seria um barato, um prazer, até mesmo um orgasmo, não fosse o medo
Seria a palavra aberta, seria a frase solta
Seria a troca, o compartilhamento e a cumplicidade
Seria o sorriso, daqueles de canto de lábio, calmo
Seria o riso aberto, a gargalhada
Seria o concreto, o objetivo, o percebido
Seria a introspecção, não fosse a nostalgia
Seria o debate e não a luta muda
Seria um solilóquio e não um lamento
Seria, talvez, uma maravilha, até seria
Mas não seríamos…

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Filed under: Poesia — Um Barco @ 9:26 am

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