Um Barco

terça-feira, 11 maio 2004

Rosa dos Ventos

Ao sul de meu tempo há um silêncio.
Ao norte, um grito mudo.
A leste, uma canção calada.
A oeste, aquilo que não cantarei.

A leste de meu coração há cinco dedos
Que falam mais que meu silêncio, há dores
Que gritam mais que minha solidão,
A leste de meu coração.

Na minha rosa-dos-ventos não há ventos,
Só lamentos, de um norte que não me dirige,
De um leste não vespertino,
De um oeste que me persegue, fugindo sempre do azul
Do silêncio de meu sul.

Ao sul de meu silêncio há uma lembrança,
Viva, como vivo é meu silêncio.
Ao norte de meu coração uma boca fechada
Ao norte de meu silêncio, mais nada.

Filed under: Poesia — Um Barco @ 8:45 pm

1 Comentário »

  1. COMENTÁRIOS ANTIGOS

    [Ana Cláudia] [acpnogueira@uol.com.br]
    Qual a razão de tanto silêncio? Quantas dores no passado…
    05/01/2006 23:40

    [marisa] [bragalia@uol.com.br] [http://bragalia.blog.uol.com.br]
    …mas quando olho acima de meu norte e de meu leste e oeste eu vejo um farol. E o farol dirige minha nau e me conduz ao porto. Acredite sempre! Um beijo e bom dia.
    12/05/2004 07:06

    Comentário by Um Barco — sábado, 11 abril 2009 @ 11:35 am

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